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Arte não começou na tatuagem. Começou na vida.

Sou Claudio Barata, tatuador com 27 anos de trajetória profissional e fazendo arte desde tenra idade 

Nasci em Salvador, Bahia.
Minha formação não veio apenas de cursos ou técnicas — veio da convivência com artistas e tatuadores tradicionais, da observação da cultura popular e da vivência pelo Brasil 

Nos laços sanguíneos
Meu tio, o pintor profissional José Mário Barata,  meu primo, o artista, documentarista  e curador premiado  Danilo Barata, influenciaram diretamente minha construção artística e muitos outros parentes em que o desenho era uma prática por hobby.

Na vida
Tive uma grande  referência de convívio  com meu vizinho desde infância, Chico Liberato — artista plástico e cineasta de animação — que me ensinou que arte é memória, território e identidade.

Na tatuagem 

Comecei minha trajetória com ensinamentos de Banzai, tatuador pernambucano erradicado em Salvador Bahia. Depois no caverna do Dragão trabalhei junto a tatuadores estabelecidos no mercado o time dos sonhos da tatuagem na época 

Desde cedo tive muitas influências compreendi que criar pode associar arte estética  com posicionamento.

Trajetória

Comecei jovem, experimentando diferentes suportes e linguagens:
desenho, pintura, muralismo, ilustração e, posteriormente, tatuagem.

Ao longo dos anos, desenvolvi domínio técnico em diferentes estilos:

  • Realismo sombreado

  • Oriental

  • Tribal 

  • Neotradicional

  • Ornamental

  • Fine Line

  • Projetos corporais de grande escala

Essa pluralidade me permitiu entender profundamente composição, contraste, durabilidade e leitura de pele.

Para mim, estilo é ferramenta.
Identidade é construção.

Um novo momento

Depois de consolidar o estilo próprio com o Cordel Tattoo,, amplio agora minha atuação trazendo novamente os estilos tradicionais da tatuagem — com maturidade, técnica refinada e direcionamento estético sólido, mas com um diferencial essencial:
essas linguagens passam pelo filtro da brasilidade.

Minhas composições incorporam elementos da fauna e flora brasileira, folclore brasileiro, cultura afro-brasileiras, mitologias populares e referências culturais do Nordeste e do Brasil profundo.

Não abandono o autoral.
Eu expando repertório.

Hoje uno técnica clássica da tatuagem com narrativa cultural — criando obras que são ao mesmo tempo sólidas, atemporais e carregadas de identidade.

Arte como compromisso

Minha arte não é simples adorno
Ela fala de cultura, ancestralidade e memória.

Cada projeto nasce do diálogo.
Cada tatuagem carrega uma história.

Seja em um grande projeto corporal ou em uma composição minimalista, busco criar obras que atravessem o tempo — tanto visualmente quanto simbolicamente.

Cordel Tattoo

O Cordel Tattoo também se posiciona como prática de arte decolonial.

Isso significa questionar a centralização estética eurocêntrica que historicamente dominou os espaços artísticos e valorizar as matrizes afro-brasileiras, indígenas e nordestinas como centros legítimos de produção simbólica.

Ao transformar a xilogravura popular em tatuagem contemporânea, o estilo afirma que a cultura do povo é arte maior.

É resistência gráfica.
É afirmação de identidade.
É presença cultural permanente.

Além da tatuagem

Também atuo com:

  • Pintura em tela

  • Murais urbanos

  • Ilustração

  • Direção artística

  • Identidade visual

Minha pesquisa dialoga com cultura popular, arte contemporânea, estética gráfica e simbolismos afro-indígenas.

Hoje

Atualmente vivo e trabalho em São Paulo, com atuação itinerante pelo Brasil e exterior.

Sigo em constante estudo, aprofundando técnica e expandindo linguagem.

Depois de quase três décadas de profissão, continuo fazendo a mesma coisa que comecei ainda jovem na Bahia:

Criando arte com identidade.

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